Com o objetivo de fortalecer a mobilização pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial e pelo fim da escala 6×1, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com participação da CSB e demais centrais sindicais, lançou nesta quinta-feira (7), em São Paulo, a Jornada Nacional de Debates “Disputar a Renda, Reduzir a Jornada – o trabalho no centro do desenvolvimento”.
O evento de lançamento reuniu sindicalistas de várias centrais e sindicatos na sede do DIEESE e contou com a apresentação de um estudo detalhado sobre o tema que traz informações e dados sobre o mercado de trabalho brasileiro, sob a ótica da jornada de trabalho e seus impactos aos trabalhadores e trabalhadoras.
A proposta é construir uma ampla campanha de mobilização social e sindical em defesa da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece o fim da escala 6×1. As atividades acontecerão em estados onde o DIEESE possui escritórios regionais e combinarão debates, formação política, produção de conteúdo, articulação sindical e mobilizações populares.
Representando a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), o presidente do SINTRALAV, Roberto Scalize, parabenizou a iniciativa dos debates, que têm por objetivo ampliar a capacidade de mobilização dos sindicatos nas bases na luta pela redução da jornada de trabalho.
“Estamos inserido num momento emblemático do país, onde temos que atuar de forma permanente nas ruas, nos locais de trabalho, no processo de convencimento dos trabalhadores. Redução da jornada de trabalho é uma realidade, que requer apoio ao atual governo”, disse.
A Jornada Nacional de Debates, segundo o presidente do departamento José Gonzaga, faz parte da missão histórica da entidade de assessorar o movimento sindical brasileiro e contribuir para melhorar as condições de vida da classe trabalhadora.
“A entidade ajuda a transformar reivindicações históricas dos trabalhadores em propostas concretas, sustentadas tecnicamente e capazes de enfrentar os argumentos do setor patronal. Redução da jornada significa mais saúde, mais tempo para estudar, mais tempo com a família, mais qualidade de vida e mais desenvolvimento”, afirmou.