O dia 08 de janeiro de 2023 mancha com as tintas do golpe uma página da nossa república varonil.
Desde então, a sociedade brasileira, especialmente aquela que defende os valores democráticos, vem travando uma batalha, uma cruzada contra os golpistas – tanto os que invadiram o parlamento quanto aqueles que se usam do lesa-pátria para tirar vantagens políticas.
A todo momento, com retórica criminosa, buscam desqualificar a luta por um Brasil mais justo, democrático e soberano, na sanha para livrar das garras da Justiça criminosos, sobretudo o ex-presidente da república.
Depois de três anos, nos vemos agora diante de mais uma tentativa de golpe. Desta vez do Congresso Nacional, que tenta empurrar “na marra” o tal do PL da Dosimetria, que visa brandar ou extinguir as penas dos golpistas, muitos deles processados, julgados e presos pelos crimes cometidos. Pasmem, mas nossos parlamentares trabalham nos escombros pela anistia. Querem dar um tapa na cara da democracia.
O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, acertou em cheio ao vetar integralmente o texto que trata do dito PL, costurado nas sombras pela tralha golpista nos corredores do Congresso Nacional para livrar seus comparsas dos crimes insolentes por eles praticados.
O Estado Democrático de Direito, não é um termo recente, criado a partir de 08 de janeiro de 2023. É uma estrutura sólida e proeminente, construída e defendida pelo povo brasileiro desde sua independência. E assim seguirá de forma perene, pelos tempos.
Não pode haver negociação para quem tentou invadir o parlamento nacional e roubar de todos nós a liberdade, em nome de uma causa, de um personagem torpe, que foi responsável pela morte de centenas de milhares de pessoas na pandemia.
A resposta do Congresso Nacional, que é o guardião da Constituição, deve ser igual a do presidente da república. Também vetar o PL 2162/2023. Quem tem que julgar os atos infringentes dos criminosos é a Justiça. E não a politicagem do toma lá da cá!
Qualquer movimento distinto será tratado como um golpe de lesa-pátria, tão covarde quanto o cometido no fatídico dia 08 de janeiro. E os nomes dos deputados e senadores apoiadores desta manobra precisam ser lembrados e ceifados nas eleições de outubro deste ano.
O movimento sindical tem participação efetiva na defesa da democracia desde sempre. Somos a linha de frente na luta pelos trabalhadores, contra os grilhões dos exploradores, como assim fomos durante cada dia do desgoverno do ex-presidente negacionista. E neste contexto seremos, enquanto agente social, implacáveis na cobrança por justiça e punição exemplares aos golpistas.
ROBERTO SCALIZE
Presidente do SINTRALAV
Secretário-Geral da FETHESP
Vice-presidente da CSB